Reitoras da Uefs, Uneb e UFRB debatem educação inclusiva e combate às opressões
O segundo dia do I Congresso da Uefs teve início com um debate central sobre a inclusão na universidade pública. Na manhã desta terça-feira (5), a programação realizada no Teatro da Universidade abriu espaço para a mesa-redonda dedicada ao Eixo 1: “Educação de Qualidade e Inclusiva frente a Todas as Formas de Opressão”.
O evento contou com a participação da comunidade acadêmica e reuniu lideranças femininas das principais universidades estaduais e federais da Bahia para discutir como as instituições de ensino podem combater desigualdades e promover a cidadania global. Estiveram presentes no debate a reitora da Uefs, Amali Mussi, a reitora da Uneb, Adriana Marmori, e a reitora da UFRB, Georgina Gonçalves.
Sob mediação da docente da Uneb, Dina Maria Rosário, as gestoras discutiram estratégias para fortalecer uma educação que concilie excelência acadêmica com o enfrentamento das opressões.
“Não existe excelência em uma universidade que silencia corpos e saberes diversos; a qualidade acadêmica é inseparável da inclusão. Nosso maior desafio ético é combater o racismo, o sexismo e a LGBTfobia, transformando a Uefs em um espaço de acolhimento e resistência”, ressaltou a reitora Amali Mussi. “Precisamos de autonomia para garantir que as minorias não apenas ocupem este lugar, mas permaneçam com dignidade. Como a poeira e o ar, seguimos nos levantando para construir uma educação que, acima de tudo, transforma vidas”, concluiu a gestora.
Em sua fala, a reitora Georgina Gonçalves defendeu que a educação inclusiva é um projeto societário que precisa ser protegido contra ataques morais e políticos, reafirmando o papel da universidade como um espaço de disputa e construção de futuro. “A defesa da universidade pública é a defesa de um projeto de sociedade que nos inclui. Precisamos convencer a comunidade de que este espaço transforma o mundo e combate às opressões, não apenas pela mobilidade social, mas pela construção de uma ciência que pertence e serve ao povo”, afirmou.
Para a reitora Adriana Marmori, a inclusão vai além do ingresso, exigindo políticas robustas de permanência e a valorização do trabalho docente. “Enfrentar a opressão através de uma educação de qualidade é alcançar o íntimo de cada pessoa, tornando-a capaz de romper as barreiras do racismo, do machismo e da intolerância. Nosso papel é garantir que a inclusão se converta em autonomia real, permitindo que cada estudante, vindo de qualquer marcador social, dispute poder e transforme o mundo”, destacou.
Evento segue com extensa programação até quinta (7)
O I Congresso da Uefs tem como objetivo dialogar sobre ensino, pesquisa, extensão, cultura, inovação e internacionalização, pilares que fazem da universidade referência em transformação social. As discussões estão divididas em três eixos temáticos: “Educação inclusiva contra todas as opressões”; “Autonomia e governança universitária no século XXI”; e “Universidade pública e os desafios contemporâneos”.
A iniciativa segue com extensa programação concentrada no campus universitário até esta quinta-feira (7). Durante os quatro dias de evento, o público poderá prestigiar apresentações de trabalhos, sessões de pôsteres, mesas-redondas, conferências, lançamentos de livros e intervenções artísticas.
A programação completa pode ser consultada no site www.congresso.uefs.br ou no Instagram @congressouefs50.”
Fonte: Danilo Cordeiro – Ascom/Uefs
Foto: Bernardo Bezerra – Ascom/Uefs
