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Feira de Santana precisa criar um Plano Diretor de Desenvolvimento para a zona rural, afirmação é do vereador Jurandy Carvalho

Diversos problemas que têm sido enfrentados pelas pessoas que residem no campo, em Feira de Santana, demonstram a necessidade do Município criar, urgentemente, um Plano Diretor de Desenvolvimento para a zona rural. A afirmação é do vereador Jurandy Carvalho (PSDB), que durante pronunciamento na sessão da Câmara desta terça-feira (20) cobrou a atenção das autoridades para demandas reivindicadas pela população dessas localidades. Dentre os objetivos do plano, conforme explicou, estariam enfrentar a expansão desordenada de loteamentos e evitar que mazelas continuem se deslocando para as áreas rurais.

“É preciso organizar. E o poder público tem que se atentar para as grandes demandas destas populações”, disse Jurandy, citando como exemplo a questão dos loteamentos feitos inicialmente sem disponibilizar o serviço de água, energia elétrica e infraestrutura adequada. “Nestes empreendimentos, as pessoas estão sendo levadas a acreditar que fazem uma compra a preço baixo”, disse. No entanto, conforme observou o parlamentar, é um custo que acaba saindo caro, uma vez que o morador terá que adquirir água de carro pipa para o uso diário e enfrentará constantes quedas da rede de eletricidade.

Neste sentido, é muito importante a audiência pública para discutir os impactos, medidas a serem adotadas e outras questões referentes a loteamentos nas áreas rurais de Feira. Proposta por Jurandy e aprovada pelo Legislativo na semana passada, a iniciativa já tem mobilizado comentários favoráveis na sociedade local, segundo o autor. “E vamos manter a posição de cobrar do poder público municipal e das autoridades competentes que os empreendimentos obedeçam às leis e sejam regularmente autorizados”, ressaltou, acrescentando que liberações ambientais também são essenciais para evitar a destruição de lagoas, rios e riachos.

Concordando com a necessidade de alguma ação para enfrentar as dificuldades da população feirense com o abastecimento de água, Lulinha da Gente (União) afirmou que se não fosse a intervenção da Prefeitura a situação estaria pior em comunidades como Tapera, Candeal, Alecrim Miúdo e distritos Governador João Durval Carneiro (Ipuaçu) e Maria Quitéria. Mas, de acordo com ele, a obrigação do Município é oferecer o serviço onde não tem água encanada. “Cadê a Embasa? A questão do atendimento à demanda de água em Feira piorou”, disse.

Fonte: Ascom/CMFS

Foto: Portal Radio Reporter/site

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