Educação

Professores da EJA em Feira de Santana discutem caminhos para uma sala de aula mais inclusiva

A atividade partiu de situações vivenciadas pelos próprios docentes e buscou aproximar as orientações pedagógicas dos desafios encontrados no cotidiano escolar

A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) realizou mais um encontro formativo voltado aos professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA), nos dias 17 e 18 de agosto, com foco na construção de práticas pedagógicas inclusivas para estudantes da Educação Especial. A atividade partiu de situações vivenciadas pelos próprios docentes e buscou aproximar as orientações pedagógicas dos desafios encontrados no cotidiano escolar.

Em vez de uma programação baseada apenas na exposição de conteúdos, o encontro foi organizado em oficinas práticas. Os professores apresentaram situações enfrentadas no cotidiano, discutiram dificuldades e refletiram sobre materiais, atividades e formas de avaliação que podem ser adaptados às necessidades de cada estudante.

A iniciativa contou com o apoio da equipe da Educação Especial, formada por Adriana Castelo Branco e Michelle Mascarenhas, e teve a participação de Kelly Rossinholli, articuladora de Inclusão e Diversidade. Entre os assuntos abordados estiveram o Plano Educacional Individualizado (PEI), o planejamento pedagógico e os princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA).

Para Adriana Castelo Branco, a atividade permite reconhecer o que já vem sendo realizado pelos professores e, a partir dessas experiências, aprimorar as ações desenvolvidas com os estudantes da EJA: “Vamos conhecer um pouco das práticas que esses professores já realizam com os estudantes e fortalecer esse trabalho, principalmente na construção do Plano Educacional Individualizado. A ideia é pensar práticas significativas e inclusivas a partir da realidade de cada aluno”, explicou Adriana.

Durante a programação, os professores também conheceram os três pilares do Desenho Universal para a Aprendizagem, relacionados ao engajamento, às diferentes formas de ação e expressão e às possibilidades de representação do conhecimento. A abordagem amplia as possibilidades de participação e considera diferentes caminhos para que o estudante desenvolva sua aprendizagem.

A parte prática incluiu ainda um estudo de caso construído a partir da realidade dos participantes. Considerando as particularidades da EJA, o grupo analisou um estudante específico, identificando barreiras e potencialidades e, a partir dessas características, discutindo objetivos e estratégias que poderiam orientar o trabalho pedagógico.

“Essa partilha tem como expectativa fortalecer não somente o professor de uma turma, mas também contribuir com o trabalho de outros professores”, concluiu Adriana.

Fonte: SECOM/PMFS

Foto: Isabella Lopes

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